O Instituto H2R, a pedido da Comissão de Animais de Companhia (Comac), realizou uma pesquisa em todo o Brasil com o objetivo de identificar a presença de cães e gatos nas casas e analisar o comportamento de seus tutores. Os resultados revelam o perfil daqueles que têm um animal de estimação.

A primeira etapa focou em dados quantitativos e envolveu 2.002 pessoas de todas as regiões do Brasil. Nessa parte, o estudo mostrou que mais da metade dos domicílios (53%) possui cães e/ou gatos. Desses lares, 44% dos entrevistados escolheram os cachorros como companheiros e 21% optaram pelos gatos.

Em relação às raças de cachorro, 42% dos respondentes têm um SRD —ou seja, um vira-lata—, e 53% escolheram uma raça específica, como Pinscher (20%), Poodle (14%) e Shih-Tzu (9%). Já entre os donos de gatos, 62% têm um companheiro SRD e 22% têm um animal de raça. Destes últimos, 67% preferem o Siamês.

Adoção é tendência

A segunda fase da pesquisa, que entrevistou 1.509 pessoas, teve como eixo a análise comportamental dos participantes. Nela, o dado mais expressivo foi o da adoção de pets, mostrando que ela é uma tendência entre os brasileiros. Dos 33% que adotaram um cão, 17% encontraram o bichinho abandonado, 9% participaram de feiras de adoção, 5% adotaram de conhecidos e 2% tiveram contato com ONGs. E dos 59% que adotaram um gato, 44% resgataram um felino abandonado, 9% participaram de feiras de adoção, 3% adotaram de conhecidos e outros 3% escolheram seus amigos em ONGs.

O estudo também definiu três perfis distintos daqueles que têm um animal de estimação com base em aspectos emocionais. O primeiro deles é o “pet lover”, que representa 55% dos donos de animais. Neste grupo, há a predominância de mulheres (69%) e famílias com filhos (67%). São os indivíduos que se identificam como pais e mães de pet.

Já o segundo grupo é o de “amigo dos pets” (21%), em que há maior número de mulheres (57%), pessoas casadas (67%) e indivíduos com filhos pequenos (26%). Por fim, há o grupo chamado “desapegado” (24%) — segmento com maior proporção de homens (56%) em que os tutores são pragmáticos e levam seus animais ao veterinário apenas em emergências.

Com informações de Revista Galileu

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