Afeição de um cão é medicinal, diz novo estudo. O melhor amigo do homem faz com que eles se sintam melhor. O estudo publicado na revista científica PLOS ONE sugere que os cães também podem ser os melhores amigos dos médicos. No trabalho de pesquisa, os médicos canadenses usaram cães de terapia para confortar as pessoas que estão sendo tratadas na sala de emergência devido à dor. Os pacientes que passaram 10 minutos com um cão de terapia na sala de emergência relataram menos dor do que aqueles que receberam tratamento convencional sozinho.

O estudo parece ser o primeiro desse tipo a testar o uso de cães de terapia nesse cenário. Os pesquisadores teorizam que os cães aliviam a ansiedade e a depressão e oferecem apoio emocional, o que pode mudar a forma como alguns pacientes sentem dor. Pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, descobriram  o contato por apenas dez minutos com o animal já foi capaz de aliviar a dor e provocar mudanças significativas em sinais de ansiedade e depressão.

Para entender os efeitos que a companhia de um animal de estimação produz no corpo humano, os responsáveis pelo estudo observaram dois grupos semelhantes de pacientes que estavam no pronto-socorro do Hospital Universitário Royal, na cidade canadense de Saskatoon.

Os participantes do primeiro grupo, com 97 pessoas, foram colocados em contato por um período de dez minutos com um cachorro, enquanto os 101 voluntários que fizeram parte do segundo grupo não receberam a visita do cão, e foram monitorados para fins de comparação. Utilizando um sistema de escala de dor, os pesquisadores mediram os participantes do primeiro grupo antes, imediatamente depois e após 20 minutos da companhia do pet. Os dados foram então comparados com os índices apresentados pelos participantes do grupo de controle, coletados durante dois momentos em que eles estavam no pronto-socorro, com um intervalo de meia hora entre eles.

Com isso, eles observaram que o contato com o animal proporcionou alterações significativas nos participantes do primeiro grupo, em comparação com o segundo. As mudanças foram não apenas nos níveis de dor, com 43% dos que tiveram a companhia do cão relatando uma redução dos sinais, mas também nos de ansiedade, em 48% dos voluntários, de depressão, em 46%, e dos índices de bem-estar, em 41% dos participantes.

Fonte: Live5News

 

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