19

novembro

Adotamos um pet. E agora?

Ao adotar um pet para a família, é importante considerar os cuidados necessários com o novo integrante e também pesquisar sobre qual animal vai se adequar melhor ao seu lar. Uma boa opção é procurar um médico-veterinário de confiança para buscar mais informações, assim você poderá explicar a situação e tirar suas dúvidas. Também procure saber sobre como proceder nas diferentes fases da vida do pet. Neste texto daremos algumas dicas.

Primeiramente, deve-se permitir que os filhotes, de cão ou gato, fiquem com a mãe até os seus 45 dias de vida para serem amamentados e receberem anticorpos maternos, necessários para sua defesa contra doenças comuns. Aos 15 dias de vida, os filhotes podem receber vermífugo. O controle de vermes é uma prática que deve ser frequente ao longo da vida do animal, vermifugando a cada 3 ou 4 meses (sempre levando em consideração o peso e as peculiaridades de cada animal) ou de acordo com orientação do médico veterinário de sua confiança.

Em torno dos 45 dias de idade, pode-se fazer a primeira dose de vacinação, se o animal estiver sadio. As vacinas mantêm o animal protegido de doenças graves, típicas de cada espécie.

20121024-petessence_0709

 

Ao escolher um cãozinho, você deve prestar atenção às raças e suas características. Uma raça pode ser um amor quando filhote, no entanto, quando o pequeno cresce, pode dar um trabalhão e não estar adequado aos hábitos da família.

Se você quiser um cãozinho para brincar com as crianças, escolha uma raça que seja ativa e que também seja paciente. É o caso dos Golden Retrievers e Border Collie, por exemplo. Eduque seus filhos para brincar de uma maneira divertida, mas que não machuque o animal, sem pegar pela cauda ou causar dor.

Procura-se por um companheiro de corridas, o Labrador ou o Galgo podem ser uma boa opção. Evite os animais com focinho achatado, como os Boxers ou os Bulldogs, pois eles têm uma maior dificuldade para respirar. Lembrando-se de sempre dispor de água e não se exercitar em superfícies muito quentes, que possam machucar as patinhas do cão.

Para ambientes pequenos, raças como Pug, Lhasa Apso, Yorkshire e Poodle, pois eles não necessitam de grandes áreas para correr em comparação com animais de grande porte.

Há também os animais sem raça definida, que estão para adoção em diversas organizações não governamentais ou até mesmo nas ruas. Tem coisa melhor que fazer a felicidade de um animalzinho indefeso?

O ideal é pesquisar bem o temperamento, as características e necessidades de cada tipo de animal para ver se ele se adequa ao seu lar. Depois de escolher um cãozinho, eduque-o para estimular ou evitar determinados comportamentos. Ensine onde é o lugar de comer, de urinar e defecar, onde ele pode ou não subir. Incentive comportamentos bons e os recompense depois.

Quando o animal apresentar uma atitude desagradável, corrija-o na hora. Fale firmemente ou assuste-o borrifando um pouco de água quando ele tentar fazer novamente o mesmo erro. Se tentar corrigi-lo muito tempo depois do ocorrido, o cão não associará o castigo ao evento.

Para ambas as espécies, o enriquecimento ambiental ajuda a mudar a rotina do animal, proporcionando mais alegria e evitando o tédio, principalmente se o animal não tiver companhia por muito tempo. Assim, ajuda a diminuir a ansiedade e o estresse.

Mude as coisas de lugar, coloque objetos com diferentes aromas. Retire e coloque objetos diferentes no ambiente. Para animais obesos, coloque a ração dentro de brinquedos que a liberam aos poucos, conforme o animal vai brincando. Importante é aproveitar cada momento para ter muita alegria com seus pets!

 

Médica-Veterinária Tatiane Paslauski Tavares – CRMVRS: 12833

Deixe uma resposta

Os campos com * são obrigatórios

vinte − quatro =